quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


Numa hora, amor.
Em outra, desamor.
Numa, carência.
Em outra, vingança.
Sal
Açúcar
Sofrimento
Alegria
Numa, seriedade
Em outra, pura diversão
Revolta, cansaço, fraqueza
Calmaria, determinação, fortaleza.
Quem vai entender a alma dessa mulher?
Ela tem fases, como a lua.
Fases de ser só dela
fases de ser só sua.
Quem porventura entenderá?
Ela só quer amor.
Puro, sincero.
Que nunca mude.
Ela pode parecer várias coisas
mas no fundo é apenas
                                                                uma pequena menina carente,
                                                                fantasiada de mulher.
                                                                Uma pequena menina
que quer ser feliz,
não importa onde, quando e como.
Ela só quer sair do casulo
que sufoca
e uma linda borboleta virar
leve
livre
vivendo com intensidade
alegre, feliz
sem se importar com nada
a não ser viver.

2 comentários:

  1. Ela quer ser pouquinho de cada.
    Ora menina, ora mulher. Ora completude.
    Gostei do poema, beijos!

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E um artista sempre acha que as coisas podem ser ainda mais bonitas ou melhores do que são.

(Caio Fernando Abreu.
O mergulho do príncipe bailarino, in: Pequenas Epifanias)